Poupar para os filhos: como começar, mesmo com pouco dinheiro

30.09.2026 Pais e filha sorridentes a colocar moedas num mealheiro cor-de-rosa

Não é preciso esperar pelo aumento de salário ou por uma fase mais tranquila. Para começar a preparar o futuro dos filhos, pode bastar começar com pouco.

"E quando ele for para a universidade?"

"E se quiser tirar a carta?"

"E quando chegar a altura de sair de casa?"

São perguntas que muitos pais fazem, mesmo que esses momentos ainda estejam a vários anos de distância. A verdade é que, quando chegam, podem representar despesas significativas.

A boa notícia é que não é preciso ter muito dinheiro disponível para começar a preparar esse futuro. Uns euros todos os meses, colocados de lado com regularidade, podem transformar-se numa ajuda importante.

Mais do que o valor, importa começar.

Defina para que está a poupar

"Quero poupar para o meu filho" é uma boa intenção, mas ter um objetivo concreto torna a poupança mais fácil.

Pode ser para os estudos, a carta de condução, uma formação, uma viagem ou para ajudar na entrada para a primeira casa.

Saber para que está a guardar o dinheiro ajuda a definir quanto quer juntar e, sobretudo, evita que essa poupança seja utilizada noutras despesas.

Comece com o valor que consegue

Não precisa de começar com 100 euros por mês.

Se o orçamento permitir, pode começar com 10, 20 ou 25 euros. O importante é que seja um valor que consiga manter sem comprometer as despesas essenciais da família.

Por exemplo, 20 euros por mês representam 240 euros ao fim de um ano. Se conseguir manter o hábito durante vários anos, terá construído uma almofada financeira que pode fazer diferença no momento em que o seu filho mais precisar dela.

E, sempre que a situação financeira melhorar, pode aumentar o valor.

Automatize a poupança

Uma das formas mais simples de evitar que o dinheiro seja gasto é colocá-lo de lado assim que recebe o salário.

Em vez de esperar pelo final do mês para ver o que sobrou, defina antecipadamente quanto quer poupar e faça uma transferência automática.

Desta forma, a poupança passa a fazer parte do orçamento e deixa de depender daquilo que eventualmente sobra.

Aproveite os rendimentos extraordinários

Nem sempre é possível aumentar a poupança mensal. Mas há momentos em que o orçamento pode ganhar algum espaço.

Um reembolso de IRS, um prémio, um subsídio ou uma despesa que deixou de existir podem permitir reforçar a poupança.

Não precisa de guardar tudo. Definir previamente que uma parte desses valores será destinada aos filhos pode ser uma boa forma de acelerar o objetivo sem aumentar as despesas mensais.

Poupar ou investir?

Quando o objetivo está muitos anos distante, também importa pensar onde guardar o dinheiro.

Para objetivos de curto prazo, uma solução de poupança com baixo risco pode fazer mais sentido. Quando o horizonte é mais longo, existem também opções de investimento que podem procurar uma maior rentabilidade, mas que envolvem risco e podem ter períodos de perda.

Não existe uma solução certa para todas as famílias. O prazo, o objetivo e o risco que está disposto a assumir devem pesar na decisão.

Não se esqueça da sua própria segurança financeira

Poupar para os filhos é importante, mas não deve ser feito à custa da estabilidade financeira dos pais.

Antes de pensar num objetivo a muitos anos, certifique-se de que consegue fazer face às despesas do dia a dia e que tem uma reserva para situações inesperadas.

Ter as próprias finanças organizadas é também uma forma de proteger os filhos.

Ensine enquanto poupa

À medida que crescem, os filhos podem começar a participar nestas conversas.

Não é necessário explicar conceitos financeiros complexos. Pode mostrar-lhes que o dinheiro pode ter diferentes destinos: gastar, guardar e definir objetivos para o futuro.

São pequenas aprendizagens que ajudam a construir uma relação mais saudável com o dinheiro.

A educação financeira começa muito antes do primeiro salário.

Como pode a Maxfinance ajudar?

Quando o orçamento familiar está muito apertado, encontrar espaço para poupar pode parecer impossível. Por vezes, a solução não está apenas em cortar pequenas despesas, mas em rever os encargos fixos que pesam todos os meses.

Na Maxfinance, ajudamos as famílias a analisar as condições do seu crédito à habitação e a comparar soluções de diferentes instituições bancárias. Quando existe possibilidade de reduzir os encargos mensais, essa margem pode ser canalizada para outros objetivos, incluindo a criação ou reforço de uma poupança para os filhos.

Porque gerir melhor o dinheiro também significa preparar hoje as oportunidades de amanhã.

partilhar